domingo, 2 de novembro de 2014

Hoje apetece-me escrever!


Escrever tem muito que se lhe diga
Uns dizem que são rima, outros que são prosa
Afinal a escrita, é algo que fica na história
Uma diverte, outra é bastante dolorosa
Fernando Pessoa, Eça de Queirós e José Saramago
Como diz o ditado, escrever não é para todos
Estes são escritores que nunca vamos esquecer
Todos eles tiveram os seus períodos
Livro inacabado, volume por completar
Há tantos por aí a dizerem-se escritores
E tudo o que fazem é só atabalhoar
Escrevam com alma e não queiram ser doutores
Assim como eu que não tenho jeito para as letras
Mas gosto de divagar e dou por mim a escrever
Tudo o que exprimo, partilho e comento
Descrevo imagens e objectos até me reconhecer
Já não tenho mais palavras
Já se me secou a fonte
Não sei mais o que dizer
Vejo lá ao fundo o horizonte





Hoje apetece-me escrever!



O importante ao escrever, é sentir as palavras
Que saem de dentro da alma e do coração
Conseguir escrever um livro,
É coragem e determinação
A minha superação é acto e magia
São as promessas de um dia em feitos de primazia
Não são as capas bonitas, que fazem do livro bom
É a história e a narrativa que têm de ter dom
Nada é impossível, quando se faz com amor
É toda a dedicação pois assim é um primor
O livro já está escrito, falta só a impressão
Quem o quiser ler, tem a minha permissão
Mas, talvez tê-lo escrito tenha sido um contratempo.
Mas como foi com carinho e afeição
Todo o tempo aplicado foi com muita dedicação.




Efemérides 2 de novembro

Odysséas Elýtis


Odysséas Elýtis (em grego: Οδυσσέας Ελύτης, Heraclião, Creta, 2 de novembro de 1911  Atenas, 18 de março de 1996), foi um poeta grego, distinguido com o Prêmio Nobel de Literatura em 1979.
Nascido Odysséas Alepoudhélis (Οδυσσέας Αλεπουδέλης) na ilha de Creta, estudou Direito na Universidade de Atenas mas não se formou. Ele foi o último de seis filhos de Panagiótis Alepudélis e María Vrána, que se mudaram paraAtenas quando Odysséas era pequeno. Em 1923, visitou a Itália, Suíça eAlemanha. Assume um nome artístico para evitar associação com uma famosa marca de sabonete, fabricada por seu pai.
Após conhecer a poesia de Paul Eluárd, aos 18 anos, abandona o curso de direito para dedicar-se inteiramente à poesia. Elýtis, segundo ele próprio, "procurava no Surrealismo o clima propício a sua 'vitalidade libertária', preservando o mecanismo da construção mítica, mas não as figuras da mitologia.
Seu principal trabalho, escrito durante quatorze anos e publicado em 1959, é Axion Esti, um poema que tenta identificar os elementos vitais nos três mil anos de história e tradição da Grécia e onde imagens do sol e do mar misturam-se com a liturgia Ortodoxa e os elementos pagãos com o Cristão. Outros trabalhos incluem Ανοιχτά χαρτιά ("Anoichtá chartiá", ou seja, "Papéis abertos"), importante coletânea de ensaios sobre literatura.


Jorge de Sena


Jorge Cândido de Sena (Lisboa, 2 de Novembro de 1919  Santa Barbara,Califórnia, 4 de Junho de 1978) foi poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário português.
Escritor português (1919-1978), poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta, a sua obra é marcada sobretudo pela reflexão humanista acerca da liberdade do Homem. "Pensador que sente e sentidor que pensa" (Eugénio Lisboa), os seus poemas, de entre os quais se salientam aqueles de Metamorfoses e Arte da Música, partem geralmente de um objeto para fixar uma meditação sobre o "eu" e o seu lugar no mundo. Das suas narrativas sobressaem Sinais de Fogo, romance da formação de um poeta no Portugal do Estado Novo, Novas e Antigas Mudanças do Demónio e Os Grão-Capitães, coletâneas de contos.






George Bernard Shaw



PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1925

Escritor e crítico literário irlandês, nascido a 26 de julho de 1856, em Dublin, e falecido a 2 de novembro de 1950, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1925. Oriundo de uma família de poucas posses, nunca frequentou a universidade. Em 1876 mudou-se para Londres e trabalhou como jornalista, embora o seu sonho fosse ser escritor. Nunca deixou de escrever apesar do insucesso dos seus primeiros trabalhos. Tornou-se crítico de teatro, de arte e de música em várias publicações como Saturday Review, Our Corner, The Pall Mall Gazette, The Wordl e The Star.
Como membro da Social Democratic Federation, teve a oportunidade de conhecer a obra de Karl Marx. Desde então tornou-se socialista ativo, membro do Fabian Society, deu palestras e distribuiu panfletos, alguns da sua autoria como The Fabian Manifesto (1884) e Socialism for Millionaires (1901). Participou em várias ações que mais tarde levaram ao aparecimento do Partido Trabalhista (Labour Party). Entretanto escreveu várias peças de carácter político como Arms and the Man (1894), Devil's Disciple (1897), Man and Superman (1902), Major Barbara (1905) e Pygmalion (Pigmalião, 1913). Como socialista convicto, foi um dos opositores à Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, escreveu diversas peças de sucesso, comoHeartbreak House (1919), Back to Methuselah (1921), St. Joan (1923), The Apple Cart (1929) e Too True to be Good (1932), que lhe proporcionaram o prémio Nobel. 




Efemérides/2 de novembro



sábado, 1 de novembro de 2014

Efemérides 1 de novembro

Nicolas Boileau


Nicolas Boileau-Despréaux (Paris, 1º de novembro de 1636 — Paris, 13 de março de 1711) foi um crítico e poeta francês. Publicou seu primeiro volume de sátiras em 1666. Foi apresentado na corte, em 1669, após a publicação de seu Discurso sobre a sátira.
Nicolas Boileau-Despréaux (pronunciado: [nikɔla bwalo dɛpʁeo]) era mais conhecido apenas por Boileau. O nome Despréaux derivava de uma pequena propriedade em Crosne, perto de Villeneuve-Saint-Georges. Era o décimo quinto filho de Gilles Boileau, escrivão no parlamento de Paris. Dois dos seus irmãos foram, de alguma forma, distintos: Gilles Boileau (1631-1669), tradutor de Epicteto; e Jacques Boileau, que se tornou cónego naSainte-Chapelle, onde foi responsável por algumas contribuições valiosas na história da Igreja. Ficou órfão de mãe com apenas dois anos de idade. De constituição frágil, parece ter sofrido bastante com o fato e terá tido alguma falta de afeto.
Sainte-Beuve ridiculariza o seu aspecto rígido que se deveria, de resto às circunstâncias pouco inspiradoras da época. Pode-se dizer que não ficou desiludido com o mundo porque desde cedo que aprendeu a não ter qualquer ilusão. Cresceu apenas com uma paixão que lhe movia os atos: "o desprezo pelo livros estúpidos". Foi educado no Colégio de Beauvais e continuou os seus estudos de teologia na Sorbonne. Mudou de curso, para direito. A 4 de dezembro de 1656 teve o seu primeiro caso no tribunal. Depois de um breve período na carreira das leis, decidiu abandoná-la com desgosto, queixando-se amargamente do meio judicial. O seu pai morreu em 1657, deixando-lhe uma pequena fortuna, de forma que se pôde dedicar às letras. 



Hermann Broch






Escritor austríaco de etnia judaica, nascido a 1 de novembro de 1886, em Viena. Filho de um industrial do ramo têxtil, recebeu os fundamentos da sua educação a nível privado, e começou depois a estudar em preparação para uma carreira executiva na fábrica do seu pai. Ingressou em 1897 na Real Escola Secundária do Estado, prosseguindo em 1904 para o Instituto Técnico de Manufatura Têxtil, de onde transitou, em 1906, para o Instituto de Fiação e Tecelagem de Mülhausen. Durante a Primeira Grande Guerra serviu como executivo da Cruz Vermelha austríaca, tendo, no entanto, administrado a fábrica da família em Teesdorf.
Pelos cafés de Viena tomou contacto com figuras da intelectualidade austríaca, como Robert Musil, Franz Blei e a jornalista Ea von Allesch, ex-modelo nu, alcunhada de "Rainha do Café Central". Viúva de um pianista inglês morto durante a guerra, o tenente Johannes von Allesch, o seu segundo marido havia tido um colapso nervoso apenas três meses depois do casamento. Broch rompeu com Milena Jesenská, que começou uma relação com o escritor Franz Kafka, para se juntar a Ea, mais velha do que Broch em cerca de onze anos.
Em 1909 tornou-se crítico do Moderne Welt, sobretudo graças aos contactos de Ea, que o encorajou nos seus esforços literários e que lhe escrevia cartas apaixonadíssimas. A relação começou a esfriar em 1927, e Broch envolveu-se então com a sua secretária Anna Herzog.
Ao cabo de muitos anos de trabalho na empresa da família, Broch decidiu, aos quarenta anos de idade, dedicar-se por completo à escrita. Divorciou-se e ingressou na Universidade de Viena como estudante de Matemática, Filosofia e Psicologia, de 1926 a 1930. Em 1927 havia resolvido vender a fábrica.
Aos quarenta e cinco anos de idade publicou o seu primeiro romance em formato de trilogia, Die Schlafwandler (1931-32), que refletia a visão spengleriana dos ciclos históricos e tratava a desintegração dos valores culturais na Alemanha de 1880 a 1820. Com o alastramento do fenómeno Nacional-Socialista, Broch interrompeu a atividade da escrita, colaborando, nos anos de 1937 e 1938, na Volkerbund-Resolution, a resolução para a Liga das Nações.
No mesmo dia da anexação da Áustria à Alemanha pelas tropas alemãs, Broch foi detido para interrogatório. Com receio de poder vir a morrer numa prisão Nacional-Socialista, Broch, auxiliado por James Joyce e outros escritores, conseguiu uma autorização para emigrar da Áustria. Mudou-se primeiro para Londres, depois para a Escócia e, finalmente, para os Estados Unidos da América, onde se estabeleceu em Princeton, no estado da Nova Jérsia.
Por não ser detentor de títulos académicos, foi-lhe negada uma posição fixa nas universidades de Princeton e de Yale. Recebeu, no entanto, bolsas de várias fundações, incluindo a Guggenheim, a Rockefeller, Bollingen, Oberlander, e da Academia Norte-Americana das Artes e Ciências. A partir de 1940 envolveu-se em ajuda humanitária a refugiados, pelo que muito dos fundos que ia recebendo foram parar às mãos de outros refugiados de guerra europeus.
Em 1945 concluiu, nos Estados Unidos, Der Tod Des Vergil, obra constituída por quatro partes, cada uma delas representando um elemento - a água, a terra, o ar e o fogo - e que foi considerada como um dos grandes monumentos da literatura de exílio.
A sua obra caracterizou-se sobretudo pela originalidade formal, por uma certa ambiguidade no conteúdo e pela tentativa de conciliação entre as perspetivas científica e mistico-simbólica de aproximação ao mundo.
Passou os últimos anos da sua vida em torno da Universidade de Yale, no estado do Connecticut. Tornou-se, em 1949, parte do corpo docente do Saybrook College. Faleceu na véspera de uma viagem planeada à Europa, vítima de um ataque cardíaco, a 30 de maio de 1951.

William Styron





Já quase no final da Segunda Guerra Mundial, Styron alistou-se nos Marines, mas a rendição do Japão fez com que nem sequer chegasse a sair de São Francisco. Depois de se formar em 1947, foi trabalhar como editor em Nova Iorque. O seu primeiro romance, publicado em 1951, trouxe-lhe a aceitação da crítica e o primeiro de muitos prémios literários. 
Em 1967, a publicação deste As Confissões de Nat Turner fez com que fosse alvo de violentas críticas por parte de intelectuais negros e acusado de racismo, o que não o impediu de receber o prémio Pulitzer de Ficção no ano seguinte. Mais tarde viria a escrever A Escolha de Sofia, vencedor do National Book Award em 1980 e um sucesso de vendas, e que deu origem ao filme homónimo com Meryl Streep no papel de Sofia. 
Brilhante e controverso em igual medida, as suas obras viriam a ser grandemente influenciado pela mentalidade sulista da terra onde nasceu. Morreu em 2006, vítima de pneumonia.


Manuel Geraldo


Manuel Geraldo, nascido na Salvada, no concelho de Beja, Manuel Geraldo iniciou a sua carreira profissional de jornalista no «Diário de Lisboa», onde permaneceu 17 anos, passando depois pelo «Tal & Qual», «Câmbio 16», em Espanha, «Revista Alentejana», «Bola Magazine» e «As Pessoas». Desde há muitos anos que assinava semanalmente o policiário no «Diário do Alentejo». Foi ainda director do semanário «Gazeta de Lisboa».
Entre os vários livros publicados sobre o Alentejo, a guerra colonial e a área jurídico-policial, destaque para «Emigrados e Ofendidos», «Em Bizango de Bizangongo», «Um Juiz no Alto do Parque», «A Segunda Morte do General Delgado» e «SOS! Será que estou a ficar racista?».



Faleceu a 01-11-2006 com 63 anos,



Efemérides/1 de novembro