quinta-feira, 23 de março de 2017

O Ano da Dançarina de Carla M. Soares, Marcador


Dia 5 de Abril nas livrarias "O Ano da Dançarina" o novo romance de Carla M. Soares, publicado pela Marcador Editora.

TODAS AS FAMÍLIAS TÊM UMA GRANDE HISTÓRIA

No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente Francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e pela agitação social e política.

Mas o regresso não é o fim do seu conflito. Nicolau vê-se confrontado com umaantiga relação com Rosalina, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista: enquanto o irmão César dirige os negócios da família, a extraordinária Bernarda, sua irmã, luta por uma carreira na Imprensa num tempo em que as mulheres nem sequer podiam votar. Já Eunice, a irmã mais nova, anseia por se juntar às Damas Enfermeiras portuguesas na Frente. Rodeado pelo amor da família, Nicolau procura recuperar dos traumas que a guerra lhe deixou no corpo e no espírito.

Porém, esta não será a sua luta mais dura. No final da Primavera, o primeiro surto de gripe espanhola assola o Mundo e, em pouco tempo, também Portugal. E Nicolau e os Moreira Lopes vêem-se no centro do pesadelo que enegrece o País. Enquanto a guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e a perda, e Nicolau conhece um amor inesperado e trava as suas batalhas contra a doença e os próprios fantasmas.

Este é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal. Um livro que relembra os clássicos e nos transporta para um período de grande mudança, que deixou profundas cicatrizes na psique coletiva e que, nestas páginas, ganha vida através da inesquecível família dos Lopes Moreira.

Carla M. Soares, nasceu em Moçâmedes em 1971. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa e tornou-se professora, de alma e coração. Tem um mestrado em Estudos Americanos. A tese de doutoramento em História da Arte, começada na Faculdade onde se formou, aguarda dias mais tranquilos para uma conclusão cuidada. Publicou em 2012 o romance de época Alma Rebelde, com a Porto Editora, e embarcou em 2014 na aventura digital, publicando o romance A Chama ao Vento, com a Coolbooks. Também em 2014 publicou o Cavalheiro Inglês, com a Marcador Editora.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Corra pela Sua Felicidade de William Pullen, Casa das Letras

Corra pela Sua Felicidade
de William Pullen
ISBN: 9789897416798
Edição ou reimpressão: 03-2017

Editor: Casa das Letras
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 233 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
PVP 15,90€
Tipo de Produto: Livro


Corrida ao ar livre e mindfulness: a equação perfeita para uma vida saudável e equilibrada

Qualquer pessoa que corra, faça jogging ou caminhadas, já experimentou a sensação feliz e energizante de quem chega ao final de cada uma destas actividades. William Pullen ensina-nos a canalizar essa incrível energia para lidarmos com as nossas emoções e problemas, enquanto corremos ou caminhamos.
No livro Corra pela sua Felicidade, demonstra que necessitamos de uma abordagem nova e radical ao mindfulness, que tenha origem no nosso próprio corpo e no seu movimento. O programa de Terapia de Corrida Dinâmica, desenvolvido por Pullen, proporciona precisamente isso. Quer estejamos à procura de formas para lidar com a ansiedade, a raiva, a mudança ou a tomada de uma decisão.
Corra pela sua Felicidade apresenta planos de exercícios mentais apropriados a cada uma das necessidades (tanto para prática individual, em par ou grupo) inspirados no mindfulness e na Terapia Cognitiva de Comportamento, criados especificamente para serem praticados enquanto corremos ou fazemos caminhadas.
O livro foi concebido para poder reflectir, faseadamente e a cada passo, sobre a mudança da sua atitude e analisar o seu progresso enquanto corre pelos altos e baixos da vida. 
Ao proporcionar planos de exercícios mentais práticos com o objectivo de combinar o seu bem-estar físico com o mental, Corra pela sua Felicidade dá a conhecer a Terapia de Corrida Dinâmica como uma abordagem holística para a sua vida, reunindo, em perfeita harmonia, a mente e o corpo, e combinando o poder de ambos para mostrar como podemos atingir o nosso potencial máximo.

William Pullen criou o programa de Corrida Dinâmica e é psicoterapeuta credenciado pela British Association of Counselling and Psycotherapy. Pratica terapia integrativa e especializou-se no tratamento de depressões, ansiedade, problemas de auto-estima e confiança, e dependência de substâncias.



Convite para apresentação "Tomada de Ceuta, Reconquista da Paz" - Colectânea, no dia 26 de Março, pelas 16h00, no Círculo Cultural Scalabitano, Santarém

A Livros de Ontem tem o prazer de convidar os seus leitores para a apresentação do livro "Tomada de Ceuta, Reconquista da Paz", uma colectânea com contos de Ana Pombo, Helena Nogueira, João Barroso, Miguel Raimundo e Renato Martins e poema de Nuno Vicente, que terá lugar no Círculo Cultural Scalabitano, em Santarém, no dia 26 de Março, pelas 16h00.
Se ainda não tem o seu exemplar e quer um autógrafo dos autores esta é melhor oportunidade para o obter.
Prometemos uma excelente final de tarde de convívio!


Livros de Ontem


Imaculada de Paula Lobato de Faria, Clube do Autor


Imaculada, nas livrarias a partir de 6 de Abril, é o romance de estreia de Paula Lobato de Faria e a grande aposta da editora Clube do Autor no segundo trimestre deste ano. Paula Lobato de Faria, doutorada em Direito e professora da Universidade Nova de Lisboa, tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos mas este é o seu primeiro livro de ficção. 

Habilmente ambientado no Portugal profundo dos anos 50, Imaculada é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana. Paula Lobato de Faria surge assim como um novo nome a seguir com atenção na literatura portuguesa.

Para Teresa Matos, coordenadora-geral, “a publicação deste romance vem reforçar a aposta da editora na literatura nacional, presente desde sempre na nossa estratégia de diversificação editorial”.

Paula Lobato de Faria vem assim juntar-se a nomes como João Felgar, António Brito, João Morgado, João Paulo Guerra, Jorge Sousa Correia e Paulo Ramalho, entre outros. 

Teresa Matos salienta também o trabalho de continuidade no que diz respeito à publicação de autores estrangeiros e destaca um dos últimos sucessos da editora.
O Leitor do Comboio, recém-chegado às livrarias, está a ser muito bem-recebido tanto pelos livreiros como pelos leitores portugueses e esse feedback é muito animador.”

Já na área da não ficção, a editora mantém a aposta nos livros de História, Economia e Política com edições previstas dos livros Os Bárbaros (Canal de História), Dirty Secrets - How Tax Havens Destroy The Economy, um livro sobre o impacto dos offshore na nossa economia, e USA - Modo de Usar, de Clara Ferreira Alves, ainda no primeiro semestre deste ano.

Clube do Autor reforça aposta na literatura


O PPL sugere... O livro branco - Alexandre Brea Rodriguez



A editora Livros de Ontem tem o prazer de lhe apresentar o livro de Alexandre Brea Rodriguez, "O livro branco".
O livro branco conta uma história de perda que começa quando desaparece da vida do narrador uma pessoa que até então o sustivera e enchera de sentido à sua existência.  Este fracasso pessoal simboliza-se com a morte dum cisne, que se torna em uma metáfora do amor, a infância e a inocência perdidas.
Esta sensação de vazio vital obriga-o a enfrentar-se só com o mundo numa viagem física e psicológica. Como se acordasse de um sonho vai encontrando um novo sentido a tudo o que o rodeia, processo que  desemboca num renascer pessoal. Mas antes deverá enfrentar-se aos problemas que sempre evitara, cair uma e outra vez nos mesmos erros, aprender a amar sinceramente e voltar ao seu lar para redescobrir à sua família, a sua cultura e o seu passado.
Deste modo vai-se tecendo uma história cheia de matizes, onde a terra, o povo e a natureza adquirem uma enorme relevância e resultam profundamente sanadores para ele. No fim do caminho reúne toda a dor e tudo o aprendido para recuperar a esperança e a felicidade na sua vida e tornar-se uma pessoa completa por si mesma.


NOTA:O livro terá o valor de 12€ durante a campanha de crowdfunding e de 14€ após o fecho da mesma.
Escolha o pacote de recompensas que desejar e descubra todas as ofertas exclusivas que temos para si!
Uma publicação Livros de Ontem.
Poemas de Alexandre Brea Rodriguez.
Edição e revisão de João Batista | Livros de Ontem.
Projecto gráfico de Nádia Amante | Livros de Ontem.
1ª edição limitada a 200 exemplares.

SOBRE O PROMOTOR

Nascido em Santiago de Compostela no ano 1994. Filho de escritores, desde criança foi educado para amar todas as culturas da terra e da sua própria.
Aos oito anos foi morar para o campo com a sua família e amou a natureza. Passou a sua infância brincando ao pé do Pico Sacro, entre livros e imensos campos verdes.
Uma vez finalizado o bacharelato dedicou um ano sabático a viajar pela Europa, aprendeu por conta própria a escrever. Já com 18 anos começou o Grão em Física na Universidade de Santiago de Compostela que cursa na atualidade. Combina os estudos com outros interesses pessoais como a fotografia, a música, a leitura e viajar.
Nos últimos anos participou nas obras poéticas Além do silêncio e Galiza e Moçambique numa linguagem e numa sinfonia e em numerosos recitais, assim como em obras coletivas que estão ainda em processo de ser publicadas. Recentemente resultou elegido para formar parte da antologia lusófona Emergente.

APOIAR CAMPANHA



VOGAIS: A Ressaca, As Mamãs e Mindfulness - Humor seco e cáustico, tipicamente britânico, ensina adultos a lidar com a vida



A RessacaUm livro indispensável para compreender o mistério de noites perdidas ao acordar com uma ressaca.

As Mamãs: Um livro indispensável para compreender esses seres maravilhosos e complexos que são as mamãs.

Mindfulness: Um livro indispensável para compreender essa arte maravilhosa e insubstancial de não fazer nada que é o mindfulness.

***
Jason Hazeley é escritor de comédia e colaborou com várias rádios e programas de comédia televisiva. Divide o seu tempo entre Londres e o pub. Joel Morris é roteirista de comédia para televisão, foi um dos fundadores do site The Framley Examiner e é vocalista da banda Candidate.

E de duas mentes criativas, naturalmente bem-dispostas, só poderia nascer um projeto original, divertido e vencedor. Jason e Joel criaram a coleção Como Lidar com a Vida (Vogais l 56 pp l 9,99€), uma paródia ao estilo e às ilustrações dos livros infantis clássicos da Ladybird, sucesso de vendas entre os anos 40 a 80 - composta por 536 títulos, explicavam com ilustrações e linguagem simples o mundo às crianças.
Agora reinventada por Jason e Joel, com ilustrações vintage e com um humor seco e cáustico, tipicamente britânico, a coleção Como Lidar com a Vida vendeu 1,5 milhões de exemplares em apenas 4 meses. Mas, em vez de temas infantis, Jason e Joel escreveram sobre as grandes questões da vida adulta. Afinal, quando éramos crianças e olhávamos à volta o mundo era simples. Agora que somos adultos, não percebemos nada!

Como Lidar com a Vida foi concebida para ajudar os adultos a enfrentarem as agruras da vida moderna e a compreender o completo absurdo da sua existência. Munidos dos livros desta riquíssima coleção, apenas teremos de nos preocupar com o imprevisível, algo com que teríamos de nos preocupar de qualquer forma. Os três primeiros títulos editados em português já chegaram às livrarias: A RessacaAs Mamãs eMindfulness. A coleção Ladybird Books for Grown-ups, editada pela Penguin, já soma 21 títulos.

Links para entrevistas a Jason e Joel:







  

terça-feira, 21 de março de 2017

Quando Portugal Ardeu de Miguel Carvalho, Oficina do Livro

Quando Portugal Ardeu
ISBN: 9789897416675 
Edição ou reimpressão: 
Editor: Oficina do Livro 
Idioma: Português 
Dimensões: 155 x 233 x 37 mm 
Encadernação: Capa mole 
Páginas: 560 
Tipo de Produto: Livro 
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal


A Oficina do Livro publica hoje dia, 21 de Março, o livro Quando Portugal Ardeu, novo livro do jornalista Miguel Carvalho, um grande trabalho em torno das histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril.


Histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril é o que nos propõe o jornalista Miguel Carvalho naquele que é o seu segundo livro na Oficina do Livro, depois de A Última Criada de Salazar.
O Grande Repórter da revista Visão procura, em Quando Portugal Ardeu, responder a algumas questões difíceis e, ainda hoje, polémicas: 
Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o «comunismo»? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento?
Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.

Miguel Carvalho nasceu em 1970, é Grande Repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou ainda no Diário de Notíciase no semanário O Independente. Venceu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Nasceu no Porto, cidade que ama e onde gostaria de viver até ser pó, cinza e nada.


CAPITAL BOOKS! Almoço de aniversário dia 8 de abril, na Taberna Santa Marta, Lisboa

Almoço do 3º aniversário da Capital Books
Oportunidade única para escritores e leitores interagirem!

O almoço de aniversário da Capital Books decorre dia 8 de abril, na Taberna Santa Marta (Lisboa). Estarão presentes os autores da Capital Books e o evento está aberto a todos os interessados, promovendo a confraternização entre escritores e leitores!

Todos os participantes recebem um vale de 5 euros para utilizar na aquisição de livros da Capital Books. O preço por participante é de €20 com menu opcional. Faça já a sua inscrição para o email joao.raminhos@youcanevent.com



A Booksmile a pensar na Páscoa dos mais novos


Recomendado pelo Patriarcado de Lisboa, este livrinho, de Sérgio Franclim (texto) e Diana de Oliveira (ilustrações), é perfeito, não só para a época festiva que se aproxima: o centenário das aparições de Fátima, mas também para os mais novos folhearem ao longo de todo o ano. A maravilhosa história dos três pastorinhos contada às crianças!

«A 13 de maio de 1917, três pastorinhos guardavam um rebanho na Cova da Iria. Por volta do meio-dia, depois de terem rezado o terço, viram sobre uma pequena azinheira uma mulher vestida de branco.» Assim começa a história dos três pastorinhos, agora adaptada para os leitores mais novos, com ilustrações que farão as delícias de todos. No final do livro encontram-se algumas das orações mais importantes para as crianças aprenderem a rezar.  


A Vida de Jesus, com textos de Gwenaëlle Boulet e ilustrações de Charlotte Roederer, dá a conhecer aos mais pequenos os principais episódios da vida de Jesus. Os 7 puzzles, de 16 peças cada um, são o complemento perfeito para um dia recheado de animação. Ideal para oferecer agora na Páscoa.Um livro interativo que vai proporcionar horas e horas de diversão.


Com ilustrações coloridas e muitos pormenores para explorar, Eu vou à Igreja: o Batismo e a Missa, com textos de Anne-Sophie du Bouëtiez e ilustrações de Marie Paruit, são prefeitos para os mais pequeninos aprenderem a dar os primeiros passos na vida cristã. Ajudam ainda a enriquecer o vocabulário, ideal para oferecer na Páscoa. Graças ao formato de mala, com pega em tecido, poderemos transportar estes dois livrinhos para todo o lado.  



quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. O Dia Internacional das Mulheres e a data de 8 de março são comumente associados a dois fatos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil novaiorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões em 1908). O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica têxtil ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso entre a historiografia para esses dois fatos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender invocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
A ideia da existência do dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova IorqueBerlimViena (1911) e São Petersburgo (1913).
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York[carece de fontes].
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na ÁustriaDinamarcaAlemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaistmataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
Em 1915Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregorianoestavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na BielorrússiaMacedóniaMoldávia e Ucrânia.
 Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977. A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de género no tratamento de notícias na comunicação social mundial.